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Feminismo e personal shopper na revista Elle

Em dezembro a Elle chamou atenção para um assunto muito serio em suas capas. Sim, capas, a revista fez quatro capas diferentes falando sobre mulheres e nosso direito ao respeito, independente da roupa que usamos. Um avanço muito importante em 2015 foi o debate sobre a violência que sofremos todos os dias, pelo simples fato de sermos mulheres e as #meuprimeiroassedio e #meuamigosecreto tomaram conta das redes sociais, onde muitas mulheres contaram suas histórias e esse enorme movimento fez com que as denuncias sobre esse tipo de crime aumentassem. Força, Girls!!

Em paralelo a isso, eu, como personal shopper, entro no closet de vocês e não encontro apenas roupas, mas sim uma historia de vida representada naquelas peças. Muitos armários revelam mulheres com medo de se amar, que aprenderam durante a vida todas as regras que deveriam seguir para serem mulheres de respeito, mas mesmo assim, parece que nunca estão a altura. Não é raro encontrar muitas lagrimas em meio às roupas, de pessoas que acham que nunca são boas o suficiente pro padrão. Isso é muito triste e sempre que encontro um coração machucado assim, meu trabalho vai muito além de encontrar roupas, mas sim fazer com que essa mulher encontre o amor por ela mesma, que perca a insegurança e tenha orgulho de tudo que é. Esse exercício não me foi ensinado em nenhum curso, mas fui aprendendo pela minha própria vida e pela historia de todas vocês, então é realmente muito gratificante quando conseguimos aumentar a autoestima através das roupas e alguns truques.imagem 1 feminismo, personal shopper e a revista elle

Quando vi a edição de dezembro da Elle, escrevi um comentário no facebook da revista e para a editora Susana Barbosa, sobre como fiquei feliz com aquela visão.  Ter uma revista de moda de grande porte tomando partido em favor da diversidade e do respeito é importante para a vida de tantas pessoas, inclusive as que passam pelo Compras com Estilo. Quem sabe assim, as mulheres comecem a se enxergar de outra forma, como pessoas lindas, belas e dignas de tudo que desejarem.imagem 2 feminismo, personal shopper e a revista elle

Um pedaço do meu comentário foi escolhido para fazer parte da Elle de janeiro e não posso explicar o quanto fiquei feliz com essa oportunidade de estar presente em uma publicação de grande alcance. Assim, além de me posicionar sobre um assunto tão importante para a sociedade, também posso começar a desmistificar minha profissão. O trabalho de um personal shopper não é fútil e nem ligado ao consumo desenfreado. A consultoria de estilo serve para ajudar pessoas a entenderem tudo que elas têm de bom e fazer escolhas inteligentes para mostrar pro mundo, e principalmente para elas mesmas, o quanto são maravilhosas.

Calendário Pirelli: Saem os corpos gostosos e entram as conquistas gostosas!

Confesso que o Calendário Pirelli nunca foi algo que me chamou atenção. Pra mim não passava de mais uma publicação com fotos provocantes de modelos. Elas não me representavam e nem me atraiam, então eu não tinha muito motivo pra me importar com as próximas 12 garotas que estariam lá no ano seguinte.

Um movimento que vem andando lentamente, mas ainda assim progredindo, é a representação de mulheres reais nas mídias, moda, tv e campanhas. É tão comum ver por aí que somos representadas e vistas pela sociedade como mulheres gostosas, esposas dedicadas, ótimas donas de casa e mães acima de tudo, que às vezes esquecemos que somos muito mais do que isso. E se eu não quiser ser gostosa? E se eu não quiser ter filhos? E se o meu sonho não for casar? E se eu não souber lavar roupa e cozinhar? E se eu não der a mínima pra todos esses padrões antigos e ultrapassados do que é ser uma mulher?

Bom, nesse caso eu serei uma mulher estranha que precisa urgentemente se enquadrar no perfil imposto pra mim. Tá na hora de emagrecer, né? Você precisa ser “saudável” e bonita como modelos em editoriais de moda. Quando você vai casar? Você já está ficando velha, não é bom ser solteira. E os filhos? Uma mulher não é completa até se tornar mãe. Já viu que maravilha esse novo desinfetante? Agora existem produtos de limpeza para nós sermos divas fazendo faxina. Esses são só alguns exemplos de como o mundo joga constantemente na nossa cara que nunca somos boas o suficiente e que nossos desejos de vida devem se resumir a corpos excessivamente magros, homens, crianças e casa limpa.

Então eu fico realmente feliz quando algum produto ou marca exibe mulheres normais, reais -fora do padrão inventando no começo do século passado – e bem sucedidas, cada uma a sua maneira. As indústrias da beleza e da moda estão caminhando aos poucos pra esse lado e provando que uma boa campanha não precisa esfregar na nossa cara meninas quase desnutridas pra nos fazer desejar um produto na intenção de querermos ter aquela vida e aquele corpo. Muito pelo contrario, se alguém parar pra analisar e nos representar como de fato somos, a identificação com a marca será infinitamente maior.

O famoso calendário da Pirelli, que faz sucesso com gostosonas semi nuas há 40 anos, finalmente resolveu repensar suas modelos e fez um ensaio com mulheres interessantes, que conquistaram o mundo não por seus corpos, mas por seus talentos em diversas áreas. São essas mulheres que devemos ter como inspiração. É assim que nós, mulheres, devemos nos enxergar e fazer com que os homens nos vejam da mesma forma.imagem 1 calendario pirelliimagem 2 calendario pirelliimagem 3 calendario pirelliimagem 4 calendario pirelli

Então vamos parar com a cerveja da “Verão” e com os produtos para a “mamãe limpar a casa” e vamos começar a ter mais projetos como a campanha da “real beleza” da Dove, o “não é pra mim” da Quem disse, Berenice? e o calendário Pirelli 2016. Nós somos bonitas (com diferentes tamanhos e estilos de corpos), interessantes, inteligentes, divertidas e bebemos muita cerveja, tá na hora do mundo nos representar assim!

 

Fonte:

Todas as imagens da fotógrafa Annie Leibovitz.

Ih, ficou na outra bolsa!!

Quantas vezes a gente não passa perrengue porque esqueceu alguma coisa na outra bolsa? Ou então deixamos de trocar a bolsa pra não correr esse risco e o look não fica tão bom quanto poderia? Parece bobagem, mas tem um jeito bem simples de evitar deixar coisas para trás na hora de fazer essa troca.

O primeiro passo é pegar a bolsa que estava sendo usada e esvaziar ela inteira, isso inclui todos os bolsinhos, divisórias e zipers. Um bom lugar pra isso é em cima da cama, onde o espaço é grande e as coisas não correm o risco de cair e se perder.imagem 1 ih ficou na outra bolsa

Aí é a hora de levar a bolsa antiga pro armário e pegar a bolsa nova. Lembre que pra guardar a bolsa, ela precisa estar vazia, senão o trabalho de achar algo dias depois vai ser bem maior, provavelmente porque você não vai mais saber onde cada coisa foi parar.

imagem 2 ih ficou na outra bolsa

Voltando com a bolsa nova para a área da cama onde está a bagunça, é hora de ver o que você vai precisar carregar. Tudo que não for necessário vai ser guardado no armário, não na bolsa nova. Essa etapa ajuda também a eliminar  papeis e pequenos lixos que vamos acumulando dentro da bolsa e quando nos damos conta, estamos carregando três vezes mais peso que o necessário.imagem 3 ih ficou na outra bolsa

O que ainda está sobre a cama é o que você realmente precisa, então é só colocar tudo dentro da bolsa nova e pronto, nada de esquecimentos ou tralhas extras!