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Você usa salto alto? Porque?

No post da semana passada eu comentei que durante esse tempo que passei sem escrever, muitas coisas haviam mudado no meu modo de lidar com a vida e com a moda, uma delas foi o salto alto. Nunca fui adepta dos saltos super altos, aqui no meu armário só tinha salto de no máximo 10 cm, mas ainda assim, eles me machucavam. Cada vez mais eu evitava usa-los, por mais incríveis que fossem, porque eu sempre acabava o dia com bolhas nos pés e aquela sensação maravilhosa de pisar no chão que só as mulheres conhecem depois de algumas horas no salto.

Então comecei a pensar porque eu usava aqueles sapatos, mesmo que esporadicamente. E a única conclusão que cheguei foi que eu usava por pura pressão social. Nesses dois anos que eu andei afastada do blog, muita coisa mudou, ainda bem! Agora estamos parando pra observar e entender que não somos obrigadas a nada, nem a depilar, nem a usar make, nem a emagrecer, nem a usar salto, entre tantas outras coisas. Alguns desses novos conceitos de liberdade ainda causam estranhamento na minha cabeça, mas salto com certeza não é um deles. E por trabalhar com moda, o peso dessa imagem de Barbie perfeita é ainda maior, mas deve partir da gente que trabalha nesse mundo, recusar as bizarrices que ele carrega e levar mais leveza e autoestima pras pessoas que consomem tudo isso.

Todo ano eu faço pelo menos duas limpas no meu closet, uma no verão e uma no inverno. Em um desses processos eu decidi que todos os meus saltos altos, sem exceção, iriam embora. Ficaram aqui apenas flats e alguns saltos baixos, gordinhos e de fato confortáveis, que não causam as sensações que descrevi lá no começo do texto. No começo foi estranho, parecia errado desapegar de todos, eu achava que com certeza iria precisar deles e acabaria comprando novos sapatos. Mas segui meu desejo e mandei todos embora. E não é que eles não fizeram falta alguma! Depois desse processo, fui em eventos de trabalho, festas e até casamento, todos eles de sapatilha ou de salto baixo e grosso. Eu simplesmente amei, continuei me sentindo bonita e em nenhum momento precisei sentar ou arrancar o sapato e encapar o pé com band-aid.

Foto dos meus sapatinhos feita por mim

Essa experiencia foi muito libertadora e prometi pra mim mesma que nunca mais terei saltos altos, eu não mereço esse sofrimento e a moda pode ser interessante, divertida e bela sem causar dor e desconforto.

Agora levo esse desafio pra vocês, pensem no motivo de vocês usarem saltos altos, mas pensem de verdade. Se você usa porque gosta e os seus pés já calejaram e não sentem as dores desse glamour, tá ótimo, continue usando e sendo feliz. Mas se você é como eu e só usa porque mulher “precisa” usar salto em determinadas ocasiões, repense esse discurso, você não precisa usar salto se não quiser, nem pra ser mais bonita e feminina e nem pra ser mais elegante. E se alguém no seu trabalho te obriga a usar saltos, converse com eles e mostre que esse conceito está muito ultrapassado.

Moda é um movimento cultural e cabe a ela acompanhar o tempo em que estamos vivendo, felizmente estamos dando um basta em muitas atitudes e comportamentos que nos foram impostos desde sempre, e cabe a nós mostrar que daqui pra frente, só vamos carregar o que nos faz sentido, inclusive o tamanho dos saltos em nossos pés.

Fiever

Eu realmente adoro uma novidade, talvez essa tenha sido uma das maiores razões pra escolher ser personal shopper, ver ideias sendo levadas pro mundo através de marcas, serviços e produtos. Sempre fico empolgada com cada lançamento,  e nem to falando da festa de inauguração, mas sim de alguns dias depois, quando as coisas se acalmam e você pode ver de perto, tocar, experimentar e circular sem varias pessoas em volta. Por isso, esses dias eu fui visitar a Fiever, nova marca do grupo Arezzo, que chegou com um conceito muito bacana e diferente.imagem 1 fiever

Quando comecei a ler sobre a marca na mídia, fiquei com a impressão de ser uma loja voltada para tênis – do mesmo modo que a Anacapri é voltada para flats – mas as criações deles são muito mais ousadas e merecem um destaque pela possibilidade 2 em 1 (ou até 10 em 1) explorada na maioria dos pares, não apenas nos tênis.imagem 2 fieverimagem 3 fiever

O estilo é mais street, urbano e moderno. A linha é abrangente e apresenta o já falado tênis, mas também, rasteiras, sandálias, saltos flatforms, birken, espadriles e até algumas mochilas bem interessantes. Mas vou aproveitar pra falar dos modelos multi função, que foram os que mais me chamaram atenção.

Além dos tênis normais, a marca oferece a possibilidade de você comprar os componentes separados, assim, pode escolher uma base (White-sole), que pode ser baixa ou mais alta, uma palmilha e um corpo (upper) pro tênis, que é preso a base por um zíper. O legal é que você pode ter uma sola e vários uppers, não apenas em diferentes cores e estampas, mas também em diversas modelagens. Tem o tênis com cadarço, o cano mais alto, o slip on… Enfim, dá pra ter vários sapatos em um só.imagem 5 fiever

O conceito também é encontrado nas sandálias flats, onde muitos modelos podem ser usados de maneiras diferentes e você vai trocando o estilo com peças presas por botões ou entrelaçadas. Um bom exemplo é a birken que vem com duas tiras e pode ser transformada em gladiadora. Ou a rasteira, que pode ser usada com uma faixa simples ou com uma modelagem maior e cheia de pedras.imagem 6 fiever

A ideia de customizar e construir junto, além de muito criativa, leva aos clientes a possibilidade de usar o mesmo sapato em ocasiões diferentes, de aproveitar melhor um único par, sem ficar com a sensação de usar sempre a mesma coisa. É um jeito de inovar e economizar (que é a máxima do momento) sem perder a graça e a diversão.

A decoração também é descontraída e cheia de personalidade, onde a experimentação é a palavra de ordem e tudo é interativo ou curioso. Até na fragrância futura da loja os clientes podem opinar, existem 3 perfumes que podemos experimentar e uma urna para cada um deles, onde a mais votada será o aroma da Fiever.imagem 4 fiever

Por enquanto só existe uma loja na Oscar Freire, mas acredito que em breve a marca ganhe novos endereços. O produto não é exatamente barato (em media 250 por par), mas vale o investimento. Além disso, a equipe é bem treinada e muito simpática, fui atendida pela Bruna, que me contou sobre todos os modelos, me deixou provar, testar e fotografar sem compromisso de comprar nada.

Originalmente a Fiever é uma marca feminina, mas muitos modelos entram no estilo andrógeno e o White-sole pode muito bem ser aproveitado pelos homens. Chegou a hora de uma temporada sem regras, com conceitos adaptáveis e livre pra ser o que quiser!

 

Fonte: Todas as fotos tiradas por mim na loja Fiever.