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Kim Kardashian e C&A

Depois de toda a concentração de pessoas nos shoppings Iguatemi e Morumbi por conta da vinda de Kim Kardashian para São Paulo para o lançamento de sua coleção para a C&A, resolvi dar uma olhada nos modelos, afinal, estava super curiosa pra ver ao vivo as peças que carregam o nome da celebridade.imagem 1 kim kardashian em ceaimagem 2 kim kardashian e cea

Confesso que nunca acompanhei Kim muito de perto, mas é impossível não ver todos os looks que ela desfila pelo mundo. Nesse ponto, esperava algo cheio de glamour nas roupas que levam seu nome, mas o que encontrei foi bem diferente.imagem 3 kim kardashian e cea

Roupas super justas e sensuais – pra não dizer meio pirigueti- combinam com o estilo dela, porem fiquei desapontada em ver peças tão comuns e sem graças. Esperava bem mais da coleção Kardashian.

Outro ponto negativo, mas aí acho que o problema é com a C&A, não com a Kim, é que nenhuma das peças possui nenhuma etiqueta com o nome da “marca” Kim Kardashian, apenas uma tag igual a de preços. Assim, quando a cliente cortar para poder usar a roupa, não restará nenhum vestígio da querida Kim por lá, somente as marcas já conhecidas dentro da C&A, como Clock House e Yessica (sim, existem peças de duas linhas na coleção de Kim). Outro ponto duvidoso é modelagem estranha, onde achei vestidos com detalhe em tule onde o mamilo do manequim estava quase a mostra.  imagem 4 kim kardashian e ceaimagem 5 kim kardashian e cea

Enfim, esse momento poderia ter sido muito bem aproveitado, mas passou a impressão de que fizeram tudo as pressas e sem muito cuidado. Dias depois do lançamento, as araras continuavam cheias e as clientes não mostravam mais empolgação por essa seção do que por qualquer outra.  Poderia ter sido melhor!

Mac + Julia Petit – estoque

Hoje faz exatamente uma semana que a Mac lançou a tão sonhada e divulgada coleção assinada por Julia Petit. Mas a maioria das mulheres que queria adquirir algum produto ficou só na vontade, sendo que nas primeiras horas do dia 18 já estava tudo esgotado e não será reposto, restando pra quem não tem horários flexíveis ou não matou o trabalho pra comprar make, ficar chupando o dedo. Ok, a coleção é limitada, mas acho que não precisava ser tãooo limitada.imagem 1 mac julia petit

Entendo o conceito de edições especiais com pouca distribuição e todo o marketing ao redor disso, quem sabe da próxima vez as pessoas durmam nas portas dos shoppings pra garantir um batom! Mas como consumidora não consigo ver logica de uma tiragem tão pequena de um produto que pode ser produzido em maior escala.

Eu cheguei a ver a coleção, passei pela Mac do Iguatemi no dia 19 e a maioria dos produtos ainda estava disponível. Era bonito, bacana e interessante, mas eu, sinceramente, não vi nada demais. Mas consigo entender o encanto das clientes e o desespero em conseguir um produto. Além da simpatia da Julia, o que me chamou mais atenção na coleção foi o fato de ser pensada para todos os tipos de pele, mas dando um foco especial para as ruivas, que nem sempre encontram produtos que harmonizem com seu tom de pele.

Tudo isso somado a enorme divulgação fez a mulherada ficar enlouquecida pra ter todos ou pelo menos algum produto da linha, mas ao chegarem às lojas no dia da inauguração, muitas voltaram pra casa de mãos abanando e expectativas frustradas.

Por mais que seja edição limitada, acho que o mínimo que um consumidor espera de uma marca desse porte, é poder comprar seu querido produto por um tempo limitado, mas não praticamente inexistente. Pra mim, o estoque deveria durar pelo menos pro dia todo do lançamento, onde as consumidoras poderiam encontrar todos os produtos da linha até as lojas fecharem as portas.

Não sei se foi um erro de calculo ou proposital, mas torço para que a próxima coleção que gere todo esse buzz, não fique só na publicidade e chegue ao alcance de mais pessoas. Não sei vocês, mas nada me irrita mais do que ver propaganda de produto esgotado ou praticamente impossível de conseguir!

A loucura das coleções assinadas

Já virou moda dentro da moda grandes estilistas assinarem coleções para empresas mais populares, indo das araras de roupas até utensílios de cozinha e enfeites para a casa. Lá fora faz sucesso e aqui também chama atenção de muita gente. Mas e aí, porque a gente resolve comprar uma peça assinada?

Lembro da primeira vez em que tive, de fato, contato com uma coleção assinada. Foi em 2011 em NY, quando a Versace deu sua cara para uma pequena parte da H&M. Era uma loucura, uma fila razoavelmente grande e um espaço fechado só pra coleção especial. A loja liberava a entrada de umas 20 pessoas por vez e nós tínhamos 5 minutos cronometrados pra escolher o que queríamos e sair da área vip para dar espaço à próxima leva. Aí era o desespero de catar tudo que você poderia imaginar querer antes que outra pessoa fizesse isso e seu tempo acabasse. Fui para o provador com umas 15 peças, resultado: nenhuma era o que eu imaginava, então devolvi todas e voltei para os cantos comuns da H&M para encher minhas sacolas.imagem 1 a loucura das coleções assinadas

Aquele momento foi muito positivo por duas razões, a primeira foi por vivenciar a experiência e a segunda foi por realmente entender o significado de tudo aquilo, pelo menos pra mim.

No breve momento de lucidez em meio à tormenta de agarrar o máximo que eu podia, consegui dar uma olhada nas peças e ver uma pontinha de Versace naquelas roupas, mas aquilo não era Versace, nem H&M, e acabou virando uma coisa estranha e sem muito sentido a meu ver. O estilo – e o preço- não era o que eu costumava achar na minha querida fast fashion e o caimento, tecido e acabamento impecável da Versace não estavam lá, então foi uma mistura estranha que me desapontou. Sentimento que continua em 99% das coleções assinadas que vi desde então. É como se eu quisesse comprar um painel da Mona Lisa na lojinha do Louvre e chegar em casa achando que eu tinha uma obra do próprio Leonardo na minha parede, ela seria a Mona Lisa, mas ao mesmo tempo não seria!

Quando falamos de roupas, nunca será possível comprar uma Versace dentro da H&M, nem nenhuma marca de semana de moda dentro de grandes magazines, sejam eles nacionais ou internacionais. O que é possível encontrar é apenas um pequeno gostinho desse universo, o que para muitas pessoas já basta.

Acho valido e com certeza tem muita gente que se sente realizada em fazer parte, mesmo de um jeito estranho, desse mundo doido das marcas cobiçadas. Mas por mais que o conceito e a etiqueta estejam lá, uma H&M nunca será uma Versace, e sim uma H&M, o que pra mim já é mais do que suficiente pra ama-la!

 

PS: foto de artista desconhecido